Sábado, 24 de Março de 2007

ANIMAL põe termo à sua relação com a PETA por esta advogar e executar a morte de animais sem lar

ANIMAL põe termo à sua relação com a PETA – People for the Ethical Treatment of Animals e deixa de colaborar nas suas iniciativas, incluindo na “Largada Humana” em Pamplona

ANIMAL rompe relações com PETA pelo facto desta advogar e executar a morte de animais que não tenham lar e não sejam adoptados... mesmo que sejam saudáveis – ou doentes ou feridos, mas recuperáveis

Durante anos, a ANIMAL manteve uma excelente relação institucional e de colaboração com a PETA – People for the Ethical Treatment of Animals, por acreditar que esta era uma organização exemplar de defesa dos direitos dos animais numa perspectiva abolicionista, ou seja, numa perspectiva da defesa da abolição total e incondicional de todas as formas de utilização/exploração e ou abuso/violentação de animais.

 

No entanto, recentemente a ANIMAL tomou conhecimento de uma estranha, grave e inaceitável posição da PETA, que é apenas muito subtilmente defendida mas que é advogada e até executada por esta, que é a maior organização do seu género em todo o mundo: uma posição não só oposta ao princípio “NO-KILL” como também crítica relativamente a este princípio – que é absolutamente basilar na verdadeira defesa dos direitos fundamentais dos animais e da protecção de cada animal como um indivíduo que importa moralmente por si mesmo.

 

Segundo o princípio “NO-KILL” (que se pode traduzir como “NÃO-MATAR” ou como “MORTE-NÃO”), tanto a morte de um animal saudável quanto a morte de um animal ferido ou doente que possa ser recuperado e viver com qualidade de vida são actos moralmente inaceitáveis em qualquer circunstância, acreditando-se que a prática de qualquer um destes viola um dos mais fundamentais interesses e direitos dos animais: o interesse em / o direito a não serem mortos. Do princípio “NO-KILL” segue-se que apenas a verdadeira eutanásia, no único caso em que o acto de causar a morte a um animal é merecedor dessa designação, é moralmente justificada. Quando um animal se encontra doente ou ferido num estado em que não só não pode ser curado como também, e essencialmente, está a experienciar um sofrimento que não pode ser aliviado de modo algum, não tendo qualquer qualidade de vida actual ou potencial, a administração de uma eutanásia eficaz, rápida e indolor, executada com respeito pelo animal e procurando corresponder ao seu interesse em não continuar a sofrer irremediavelmente, é uma decisão eticamente correcta e pode apresentar-se mesmo como uma obrigação moral, no sentido em que esse animal sofredor precisa do nosso auxílio para ter o único descanso que o seu estado fatal lhe permite ter. Não sendo, porém, este o caso, chamar eutanásia ao acto de causar a morte a animais que têm hipótese de ter uma vida boa e que têm muito claramente o interesse em tê-la, é uma perversão do conceito de eutanásia.

 

O princípio “NO-KILL” não é, então, um princípio cego em que a vida é sacralizada para além de todos os outros valores e que impõe a necessidade de ter que se lidar com um sofrimento agonizante que não pode ser aliviado de modo algum como se se tratasse de uma condenação que tem que se aceitar radicalmente. Este princípio é, na verdade, justo e razoável, sendo igualmente válido, em termos morais, tanto para humanos quanto para animais não-humanos, pois respeita o interesse que todos estes partilham em não quererem ser mortos – salvo, eventualmente, quando são expostos a uma agonia irremediável e constante, caso em que o interesse em não quererem ser mortos pode ser sobreposto pelo interesse em não quererem sofrer (embora, ao contrário do que acontece com humanos, no caso dos animais não-humanos a escolha informada da eutanásia seja uma impossibilidade, razão pela qual têm que ser os humanos a tomar a decisão em nome dos animais, mas devendo olhar ao melhor interesse destes).

 

Num mundo onde estranhamente muitas organizações que se dizem protectoras dos animais advogam e executam a morte destes em circunstâncias que não se enquadram no conceito de eutanásia acima exposto, estas igualam-se, ao fazê-lo, aos municípios e autoridades que promovem e executam o morticínio de animais errantes, particularmente cães e gatos, tratando-os como resíduos sólidos urbanos que são capturados, recolhidos e eliminados (mortos). A dignidade dos animais é simplesmente desconsiderada por estas autoridades, mas não o é menos quando organizações supostamente protectoras dos animais fazem o mesmo, por muito que aleguem que a sua motivação para matar animais é, ironicamente, ajudá-los. Isto é algo tão estranho quanto assistirmos repetidamente a defensores das touradas a afirmarem que é porque gostam dos touros e os respeitam que querem vê-los a serem toureados – ou seja, a serem torturados.

 

Poderia esperar-se de organizações reformistas que não querem pôr fim à exploração e violentação de animais, mas que a querem apenas reduzir, que adoptassem uma política diferente do princípio “NO-KILL”, mas tal não se poderia esperar da PETA, a organização que tem, com toda a justiça, como slogan “Os animais não são nossos”. Pode-se concluir que a PETA acreditará apenas que os animais não são nossos, excepto se for para serem mortos “humanamente”. Isto acontecendo nos EUA, onde a PETA é sedeada e onde o movimento “NO-KILL” é fortíssimo, existindo excelentes abrigos e santuários que correctamente praticam esta política.

 

A PETA alega, e bem, que o fenómeno da sobrepopulação de cães e gatos errantes e o descontrolo absoluto da reprodução de animais de companhia que o gera são dramas de solução extremamente difícil, o que é obviamente verdade. Todavia, as soluções que a PETA advoga para estes problemas são somente a esterilização massiva de animais, errantes e não errantes, e a educação do público acerca de como os animais devem ser tratados, de como o abandono não deve acontecer e de como a esterilização é não só benéfica para a saúde dos animais como é também um factor impeditivo da vinda de mais animais para um mundo que os abandona, maltrata e mata. A ANIMAL acredita que, enquanto estas ideias são correctas e estas soluções são vitais e devem ser o mais possível implementadas, é igualmente necessário: (1) apostar em conseguir legislação mais apertada que responsabilize os tutores de animais, que imponha a esterilização e que penalize gravemente o abandono de animais como crime; (2) ao mesmo tempo que é vital construir e manter excelentes abrigos e santuários que funcionem segundo o princípio “NO-KILL”, devendo as organizações, grupos e indivíduos interessados na protecção dos animais criar estes espaços com excelentes condições de bem-estar para os animais, para que estes possam ser saudáveis e felizes em condições naturais; (3) devendo apostar-se na promoção e gestão da adopção destes apenas quando esta for precedida, acompanhada e seguida por rigorosos métodos de verificação da qualidade e segurança da adopção e da família adoptante, sendo aproveitado o acto da adopção para educar os adoptantes acerca de todos os factores relevantes para o bem do animal adoptado e para a prevenção da sobrepopulação e reprodução descontrolada. No entanto, a PETA considera que estes trabalhos, particularmente, o descrito no ponto (2), constituem um desperdício de recursos (ou seja, segundo a PETA, manter um excelente abrigo ou santuário de protecção de animais que têm todo o direito a serem protegidos, e a serem felizes ao serem protegidos, num ambiente natural e até ao fim das suas vidas, é um desperdício de recursos). Esta é, necessariamente, uma tarefa que não cabe só às organizações não-governamentais e aos cidadãos empreender – é obrigação dos estados, através dos municípios e demais organismos relevantes, assumir uma parte importante deste trabalho e das despesas que acarreta. O que a ANIMAL entende que não pode acontecer é considerar-se a opção fácil de matar animais como aceitável – mesmo quando se afirma, em jeito de resposta institucional preparada por departamentos de relações públicas, que este é um trabalho triste, dramático e “sujo” que, mesmo assim, “tem que ser feito” e que é “cobardia não o fazer”. É exactamente porque este é um “trabalho sujo”, como a própria PETA reconhece que é, que não deve ser feito, menos ainda por uma organização de defesa dos animais. Além disso, aquilo a que se tem assistido no mundo, e claramente em Portugal, é à rotineira política de capturar, recolher e matar animais – muitas vezes seguida, também em Portugal, por várias associações que dizem estar dedicadas a proteger os animais que acabam por matar – e que não tem, como está à vista de todos, gerado quaisquer resultados em termos de diminuição da reprodução descontrolada de animais ou da dimensão da sobrepopulação de animais errantes.

 

A PETA critica também estratégias de controlo de colónias de gatos assilvestrados de rua através de um método altamente recomendável para os animais e eficaz no trabalho de redução da sobrepopulação e da reprodução descontrolada de animais como o chamado “Trap-Neuter-Return” (“Captura-Esterilização-Devolução”), em que gatos assilvestrados de rua, que já nasceram ou viveram grande parte das suas vidas nas ruas, que são verdaeiramente o seu habitat natural, são esterilizados, vacinados e libertados novamente, sendo mantidos em colónias que, assim, podem continuar a existir em segurança e com liberdade sem que os animais se possam reproduzir. Como pode isto ser errado? Mais, a PETA chega a sugerir que “eutanasiar” um animal que já não podemos ter connosco é uma opção ética a considerar, o que é, além de tudo, um convite à irresponsabilidade das pessoas que têm animais sob o seu cuidado e que, assim, se podem sentir livres para deixar de o ter se tiverem algum imprevisto, uma vez que a “eutanásia” – ou seja, matá-los – seria uma solução “humana”. É também afirmado pela PETA que os defensores do princípio “NO-KILL” são, muitas vezes, “coleccionadores de animais” que não se preocupam minimamente com o sofrimento destes – quando o fenómeno dos “coleccionadores de animais” decorre de uma desordem do foro psíquico e não de princípios éticos e quando são os próprios defensores do princípio “NO-KILL” os primeiros a criticarem o fenómeno de “coleccionar animais” (ou seja, de ter, num mesmo espaço sem quaisquer condições, um número muito maior de animais do que aquele de que se poderia cuidar adequadamente e em que os animais estão sem quaisquer cuidados, vivem na imundície e, muitas vezes, nem são alimentados).

 

A ANIMAL faz notar que, para se certificar de que a PETA de facto mantém estas posições que consideramos radicalmente erradas e a todos os títulos condenáveis, interrogou responsáveis da PETA a este respeito, tendo estes confirmado esta posição da organização. Esta posição é, aliás, pública embora discreta – veja abaixo diversas páginas de sites da PETA em que esta decepcionante e chocante posição está explicitamente defendida, com a PETA a chegar ao extremo de criticar ferozmente o princípio e movimento “NO-KILL” e a usar maus exemplos de maus abrigos e santuários “NO-KILL” baseando-se nesses maus exemplos para ilustrar todo um movimento que está felizmente cheio de excelentes abrigos e santuários “NO-KILL”, que são muitos mais do que os maus exemplos do movimento (enquanto os abrigos “PRO-KILL”, onde são mortos animais, são sempre maus exactamente porque lá se matam animais, entre outras razões que acrescem a este vergonhoso factor).

 

No seguimento disto, a ANIMAL decidiu pôr definitivamente termo à sua relação de colaboração com a PETA e com as iniciativas desta organização por considerar que a posição que esta mantém a favor de uma política “PRO-KILL” e contra a política “NO-KILL” é uma decepção monumental e algo que colide do modo mais brutal possível com a defesa dos direitos fundamentais de todos os animais. É neste sentido que a ANIMAL não só comunicou à PETA esta sua decisão como informou também esta organização de que este ano já não participaria na “Largada Humana”, promovida pela PETA todos os anos em Pamplona, em Julho, não só como consequência do fim da relação de trabalho entre a ANIMAL e a PETA mas também porque, ao fim de cinco anos consecutivos de “Largadas Humanas” em Pamplona, as largadas de touros nesta cidade espanhola não perderam a sua importância e o seu público – por oposição às regiões de Espanha onde outros protestos anti-touradas mais firmes e continuados têm sido conduzidos.

 

Informe-se melhor e formule a sua própria opinião – veja as diferenças:

 

Visite os sites da PETA em que a sua política a favor da morte de animais e contra o princípio, movimento e abrigos “NO-KILL” está explicitamente defendidada morte de animais este a sua pols mais  fim de cinco anos de actividade deste tipo em Pamplona, as largdas :

 

http://www.peta.org/feat-overpopulation_crisis.asp

http://www.peta.org/Living/AT-Fall2005/nokill.asp

http://www.helpinganimals.com/f-overpop3.asp

http://www.helpinganimals.com/f-nc.asp

http://www.helpinganimals.com/Factsheet/files/FactsheetDisplay.asp?ID=27

http://www.helpinganimals.com/factsheet/files/FactsheetDisplay.asp?ID=40

http://www.helpinganimals.com/factsheet/files/FactsheetDisplay.asp?ID=39

http://www.helpinganimals.com/factsheet/files/FactsheetDisplay.asp?ID=141

http://www.helpinganimals.com/factsheet/files/FactsheetDisplay.asp?ID=33

http://www.askcarla.com/answers.asp?QuestionandanswerID=224

http://www.askcarla.com/answers.asp?QuestionandanswerID=225

http://www.askcarla.com/answers.asp?QuestionandanswerID=241

http://www.askcarla.com/answers.asp?QuestionandanswerID=244

 

Visite os sites de defesa do princípio “NO-KILL” e dos movimentos que o representam principalmenteda morte de animais este a sua pols mais  fim de cinco anos de actividade deste tipo em Pamplona, as largdas :

 

http://www.nokillsolutions.com/home.htm

http://www.nokillnow.com/

http://www.maddiesfund.org/nokill/index.html

http://www.nokilldeclaration.org/pages/1/index.htm

 

 

 

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publicado por linkanimal às 15:06

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