Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
Esta senhora Helena Fraga encontrou um cão na rua com uma fractura exposta e ferimentos de bala.
Pegou no animal e levou-o para o Hospital da Charneca da Caparica. Lá logo à entrada do animal fizeram-na pagar 200 â¬. Entretanto disseram que o
tratamento ficaria no maximo em 800 â¬. Pediu-se ajuda para ajudarem a abater esta divida tão grande para uma mae sozinha com 2 filhos. Agora ela envia-me
este mail, que segue em anexo.
Ajudem esta senhora, ja temos um possivel dono para o cao. Transfira 1 â¬, assim já está a ajudar.
Barbara Silva
âBoa tarde
Para lhe transmitir que, ontem, recebi telefonema do hospital Veterinário Central da Charneca de Caparica para ir buscar o cão alvejado. A primeira
coisa que me foi exigida foi o pagamento da conta, na totalidade (antes de poder ver o animal e antes de a veterinária de serviço falar comigo). A
promessa, que me tinham feito, de pagamentos faseados foi completamente ignorada: perante as pessoas presentes na sala de espera, solicitaram-me o
pagamento integral (759.07 euros.)
Não só por isto, mas por outros motivos, apresentei a seguinte reclamação não serão exactamente as mesmas palavras):
_ trouxe para este hospital um cão que se encontrava abandonado na rua em grande sofrimento;
_ o hospital fez a previsão do que eu teria de pagar (limite máximo) de 800 euros;
_ posteriormente, o responsável financeiro comunicou-me que esse montante daria para o cão permanecer no hospital 15 dias e sair com ferimento (a
amputação) completamente cicatrizado;
_ o cão não permaneceu sequer 8 dias no hospital e deram-lhe alta.
Acrescento, agora, que o trouxe muito magro e abatido. A veterinária entregou-me receitas de medicamentos para eu comprar e lhe administrar.
Disse para voltar à consulta no dia 13 para lhe serem tirados os pontos.
Digo ainda que há um cão (um setter irlandês) na casa para onde o levei que não o aceita - foi muito difÃcil protegê-lo. O cão ferido pernoitou fechado
em casa, mas, durante o dia, foi para outra casa da rua.
Na minha reclamação escrevi ainda que o hospital cobrou caro pela minha compaixão e que os veterinários deviam de ter "coração".
Penso que se eu não me tivesse apresentado no hospital sozinha, talvez eles tivessem tido uma atitude mais coerente - mais decente.
Lenaâ